O transtorno bipolar ocorre quando há mudanças drásticas e frequentes no humor, bem como altos níveis de agitação e euforia, seguidos por quedas repentinas de energia, isto é, com crises de apatia ou até depressão.

Muitos pacientes demoram para identificar essas oscilações. O que leva ao atraso no diagnóstico e, por sua vez, prejudica diversos aspectos da vida.

Como reconhecer esse quadro? Descubra neste artigo quais são os sinais. Aprenda como lidar melhor com esse distúrbio.

Aspectos do transtorno bipolar

Os sintomas do transtorno variam conforme o caso. Porém, de forma geral, esses pacientes vivem entre dois extremos. Não por acaso, há aqueles que se sentem mais desconfortáveis no auge do pico. Outros, no entanto, sofrem mais na letargia.

Fase eufórica

Nessa condição observa-se sinais característicos. Caso em que o paciente:

Sem contar que o paciente tende a ter a autoestima inflada. Por conta disso, se envolve em situações de risco. Isso quando não assume gastos fora da realidade, por exemplo. Nem precisa dizer que o preço dessas ações irrefletidas é alto e chega logo.

Fase depressiva

Além disso, assim como na depressão típica, há perda de interesse por atos que, até então, eram prazerosos. Ou melhor, muitos apresentam tristeza sem razão aparente. 

Ainda mais quando perdem em produtividade no trabalho ou estudos. Mesmo porque o raciocínio e movimentos tornam-se mais lentos. Fora isso, a memória e capacidade concentração é prejudicada  por essa condição. Quem se encontra assim:

Características de transtornos bipolares

Conforme dito acima, a situação, por si só, costuma ser delicada. Por isso, somente especialistas da saúde mental estão aptos para reconhecer com precisão.

 Mesmo porque o diagnóstico leva em conta diversas nuances como: a intensidade e repetição. Ainda assim observa-se duas divisões:

Causas do transtorno bipolar

Existem evidências de que genética determina nesse aspecto. Porém, não é o único fator. Sabe-se também que depressivos têm mais chances de desenvolver esse problema.

Por outro lado, traumas ou mesmo eventos hormonais, caso do hipertireoidismo não tratado, contribuem para esse distúrbio. Já que, nesse caso, observa-se descontrole evidente dos níveis de transmissores cerebrais.

Além disso, o abuso de drogas como: cocaína e anfetamina ainda estimulam esse quadro.

Prevalência

Segundo o manual MSD, esse distúrbio já afeta 4% da população dos EUA. Sendo distribuída de forma igual entre ambos sexos.

Além disso, é raro entre crianças. Aliás, a primeira crise ocorre a partir dos 20 anos.

Tratamento do transtorno

Conviver com uma pessoa instável, de fato, é difícil. Porém, a rede de apoio sólida é essencial nesse caso.

Ainda mais porque existem alternativas para amenizar essa condição. Dentre elas, estão:

Ademais, como toda condição de sofrimento mental exige cuidado e persistência para melhora. Mais ainda por ter efeitos graves e destrutivos no que se refere às relações afetivas do paciente.

Assim, se você conhece alguém com esse diagnóstico, seja solidário. Isto é, procure incentivá-lo a seguir adiante na terapia.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Foz do Iguaçu!